terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Zadig – François-Marie Arouet (Voltaire)

A forma inusitada, escolhida por Voltaire, para questionar situações que possam ser encaradas como ações do destino deixa a leitura leve e hilária. Praticamente, na maioria dos capítulos a mensagem simbólica aparece na forma prosaica, parecida com contos que ouvimos dos mais velhos, sentados em cadeiras de balanço em varandas de casas de campo. Quando o leitor se permite aprofundar no texto surgem às surpresas: Voltaire relata as conseqüências negativas das boas ações praticadas pelo sábio Zadig, e coloca em dúvida se a falta de retorno adequado ocorria por envolvimento com mulheres ou culpa do próprio destino.

Os ensinamentos do texto remetem a avaliação de muitas de nossas ações. Mesmo quando boas, podem, também, ser motivos para questionamentos. Dependerá dos interesses dos julgadores. Na situação inversa, quando incorporamos a ação de julgar, muitos dos nossos sentimentos e emoções estão contidos na avaliação e interferem no resultado do ato.

Com maestria, Voltaire, transcorre de forma sutil e engraçada por zonas filosóficas e crenças religiosas. Ao fim, o leitor, satisfeito, questiona-se sobre a coerência dos julgamentos e de crenças, e deseja que o protagonista Zadig dê certo, mas, o “destino” lhe prega muitas surpresas...

Informações sobre o autor - François-Marie Arouet (Voltaire) nasceu na França em 1694 e ficou conhecido pelo pseudônimo de Voltaire. Filósofo iluminista é conhecido pela acuidade na defesa das liberdades civis e religiosas. Escreveu nas mais várias formas literárias. Sua obra influenciou importantes decisões políticas a exemplo da Revolução Francesa. ()

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Na Colônia Penal – Franz Kafka

O conto metafórico de Kafka nos remete a reflexão sobre os regimes ditatoriais, cujo poder, em vez de distribuído na estrutura jurídica, é concentrado em pessoas.
A história ocorre em uma Colônia Penal sobre os olhos de um visitante, convidado a acompanhar o processo de torturas e execuções.
Sem poder expressar a sua opinião a respeito do que estava presenciando, o observador procurou manteve-se fora do contexto apesar de insultado e provocado pelo oficial juiz e executor.
Os interesses eram divergentes. Enquanto o observador analisava o processo para compará-lo ao usado em seu país, o oficial almejava a sua concordância, com o intuito de ganhar apoio para a manutenção do método, em razão da existência de um novo comandante na Colônia Penal que havia insinuado o desejo de alterar o antigo procedimento.
Durante uma das torturas, questionado sobre o crime praticado pelo condenado, o oficial juiz informou que o indivíduo havia dormido em serviço. Neste caso, a pena imputada, por ele, foi tortura seguida da execução.
Torturar, na Colônia Penal, quer dizer: escrever a sentença, no corpo do condenado, utilizando-se agulhas presas em uma espécie de rastelo ligado a uma máquina que se encarregava de deslizar no corpo imobilizado do sujeito.
Sem esboçar qualquer reação, o sentenciado era amarrado na sofisticada máquina, e, só depois de colocada para funcionar, a sentença era escrita, de forma cruel, no corpo desnudo, durante aproximadamente sete horas. O sangue jorrava, se misturava com água e escorria para o fosso. Depois de tatuada a sentença, a máquina concluía o procedimento executando o condenado. Não bastava condenar por banalidades, mas, torturar e executar, lentamente, de forma sádica.
Ao perceber que não teria o apoio do visitante e a discordância do novo comandante da Colônia Penal na defesa do método, o oficial juiz fez uso da geringonça que havia inventado e aperfeiçoado para o seu próprio fim. Aguardou deitado, calmo e convicto a ponta do estilete, preso no rastelo, atravessar a sua testa.

Kafka lembra metaforicamente os crimes praticados pela humanidade e antevêem, em 1914, outras atrocidades praticadas na Segunda Guerra Mundial. Induz, ainda, à reflexão que a consciência pune os indivíduos envolvidos em atos e ações desastrosas, a exemplo das praticadas no holocausto. Deixa, também, uma mensagem escrita em letras pequenas, para que todos necessitem se ajoelhar para lê-la, na lápide do antigo comandante que havia ajudado a criar o torturante procedimento: "Aqui jaz o antigo comandante. Seus adeptos, que agora não podem dizer o nome, cavaram-lhe o túmulo e assentaram a lápide. Existe uma profecia segundo a qual o comandante, depois de determinado número de anos, ressuscitará e chefiará seus adeptos para a reconquista da colônia. Acreditai e esperai!"

Esta última metáfora, escrita na lápide, remete à convicção que os crimes e as torturas voltam a acontecer e que é sempre bom lembrar a necessidade da vigilância social e política. Há sempre adeptos da tortura, do autoritarismo e a crença da reencarnação. 

Informações sobre o autor - Franz Kafka nasceu em Praga a 3 de julho de 1883. Filho de um abastado comerciante judeu cresceu sob as influências de três culturas: a judia, a tcheca e a alemã. Formado em direito, ele fez parte, junto com outros escritores da época, da chamada Escola de Praga. Esse movimento era basicamente uma maneira de criação artística alicerçada em uma grande atração pelo realismo, uma inclinação à metafísica e uma síntese entre uma racional lucidez e um forte traço irônico. 

Referência bibliográfica
Kafka, Franz.
Na colônia penal / Franz Kafka; tradução Modesto Carone. - Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. - (Coleção Leitura)
51p.
ISBN 85-219-0223-9
1. Ficção alemã I. Título. II. Série

R

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Uma História Lamentável – Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski

Três cavalheiros respeitáveis reunidos na casa do conselheiro Stepán Nikíforovitch Nikíforov conversavam, tarde da noite, até que um deles, o jovem general russo Iván Ilítch Pralínskii, expressou opiniões de cunho social: “Está mais do que na hora! Já nos retardamos demais, e, a meu ver, humanidade é a primeira condição; humanidade no modo de tratar os subalternos, pois não se deve esquecer que são homens como nós! A humanidade será a salvação universal e porá tudo nos trilhos...”

Os outros não concordaram com as idéias renovadoras do jovem general e, apesar de mantida a cortesia, a discussão gerou certo desconforto.
Iván acompanhado por Semión Ivánovitch Chipuliénko deixaram a casa do anfitrião e perceberam que o cocheiro Trifón havia saído com o trenó. Iván decidu ir andando até a sua residência.
Percebeu movimentação festiva em uma das casas e foi informado que se tratava da comemoração do casamento de um dos seus funcionários. Decidiu entrar e por em prática suas idéias socialistas humanitárias, defendidas minutos antes na casa do conselheiro Stepán.

Preocupado de como seria recebido pelo noivo Porfírii Petróvitch Pseudonimov, preparou-se para evitar convencionalismo, contudo, a sua presença, no primeiro momento, terminou causando inquietação dos presentes.
No decorrer da festa, Iván, se viu em constante conflito. Procurava se portar de forma a não criar embaraços aos convidados, e, ao mesmo tempo censurava as pessoas que estimuladas pelo álcool o tratavam de forma indiferente.
Sem alternativa para uma saída honrosa perdeu o controle e terminou se embebedando, fato que levou o ilustre intruso desmaiar. Sem alternativa, foi levado a ocupar a cama preparada para a noite de núpcias.
Não bastasse a apropriação da alcova, Iván Ilítch Pralínskii teve que ser amparado durante a madrugada, pela generosa mãe do noivo que ficou com a incumbência de transitar com um urinol, pelos corredores da casa, devido a um incontrolável desarranjo intestinal do general.
Recolhido em sua residência por oito longos dias, após o ocorrido, Iván, voltou envergonhado ao trabalho sem saber como se posicionar perante os subordinados. Sentado em uma cadeira exclamou: “Não suportei!”

O autor nos remete a uma reflexão: algumas vezes, os valores intrínsecos na consciência terminam por trair princípios sociais defendidos através da visão humanista, e promove um conflituoso sofrimento mental.
A pequena “História Lamentável” contada por Fiódor Dostoiévski é divertida e traz ponderações filosóficas importantes para o próprio comportamento e para o senso crítico de que os analisa. 

Informações sobre o autor Fiódor Mikhailovitch Dostoiévski,  nasceu em Moscou, em 1821. Cursou engenharia e estreou na literatura em 1845. Foi condenado à morte em 1849, por envolvimento com política liberal. Minutos antes do fuzilamento, sua pena foi modificada por um período de exílio na Sibéria. Morreu em São Petersburgo, em 1881. É autor de Irmãos Karamazóv, O Jogador, Notas de Subsolo, O Eterno Marido, e Recordações da Casa dos Mortos. É considerado o mais importante romancista russo. () 

Referência bibliográfica
Dostoiévski, Fiodor, 1821-1881.
Uma história lamentável / Dostoiéviski; tradução de Gulnara Lobato de Morais Pereira.
2. ed. - Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.
(Coleção Leitura)
101p.
ISBN 85-219-0225-5
1. Contos russos. I. Título. II.Série.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Veronika Decide Morrer – Paulo Coelho

A falta de percepção de significado para a vida, originada por uma silenciosa depressão, induziu a jovem Veronika tentar suicídio usando um coquetel de comprimidos.
Desacordada, foi levada a uma clinica para pacientes com problemas mentais. Lá, deparou-se com uma situação inusitada: viu-se ludibriada pelo médico psiquiatra que a usou em experiências, objetivando ajudar o tratamento de outros internos.
Lúcida, apesar de ter sido convencida que lhe restava poucos dias de vida, a jovem tentou fugir da clinica e antecipar, mais uma vez, a sua morte, já que não encontrava motivos para aguardar a natureza se encarregar do fato.
Por sua vez, o médico, cônscio que Veronika ainda podia viver por muito tempo, se viu dividido em dar continuidade à experiência médica psicológica e mantê-la, na clinica, com segurança.

Quando da visita dos pais, Veronika tenta explicar que nada do que havia acontecido tinha fundamento na relação familiar.

Apesar de depressiva, a jovem tinha perfeita consciência dos acontecimentos e com a ajuda de outros pacientes conseguiu se desvencilhar da situação fugindo com um rapaz que havia bloqueado a fala, por sentimento de culpa, devido a morte de sua namorada em um acidente de carro.

O livro remete o leitor a refletir sobre a capacidade da mente em processar sentimentos que podem levar a comportamentos e atitudes que mascaram alternativas para a felicidade. Mostra, ainda, que a falta do autoconhecimento e da percepção de uma visão dimensional de coisas, tempo e temas que envolvem a aquietação, necessária ao aguardo de soluções aparentemente insolúveis, pode levar o indivíduo a atitudes divergentes da ordem natural da vida.

Paulo Coelho - Nasceu em 1947, na cidade do Rio de Janeiro. Antes de dedicar-se inteiramente à literatura, trabalhou como diretor e ator de teatro, compositor e jornalista. Vendeu mais de 100 milhões de livros, de acordo com a revista americana "Publishing Trends". O Alquimista é um dos mais importantes fenômenos literários do século XX. Chegou ao primeiro lugar da lista dos mais vendidos em 74 países, e vendeu mais de 35 milhões de exemplares. Este livro lhe rendeu em 2008 Prémio Guinness World Record pelo livro mais traduzido no mundo. ()

sábado, 21 de novembro de 2009

A Felicidade Conjugal - Leon Tolstói


A história é narrada pela jovem María Aleksândrovna, que perder os pais e passa a ser cuidada por Kátia, sua devota criada.
Serguêi Mikháilich, amigo da família, tornou-se provedor de María. Passou a frequentar a casa e despertou o interesse da jovem, apesar da diferença de idade entre eles. Serguêi sentia-se inibido em confessar a sua pretensão, mas, com o passar do tempo, a jovem facilita a decisão e, ele, a propõe o casamento.
Decidiram morar, nos primeiros meses de casados, na mansão de Tatiana Semiônovna, mãe de Serguêi. A felicidade era plena até María perceber que o estilo formal da família a sufocava e impossibilitava de demonstrar, com espontaneidade, o amor que sentia pelo marido.
Serguêi, ao perceber sinais do descontentamento da mulher, propôs a mudança para a cidade e a advertiu sobre a inconveniência de aproximação da sociedade local, contudo, María, por ser jovem e atraente, foi envolvida em festas e eventos, nos quais despertava a atenção de pessoas importantes da sociedade.
O fato incomodava Serguêi, apesar de se manter discreto. Entendia que não deveria exigir que a sua jovem esposa deixasse de experimentar o que ele próprio não valorava.
O nascimento do filho não inibiu o interesse de María pelas festas e a falta de interesse, pelo filho, era motivo de observações silenciosas de Serguêi.
Atraída por um marquês italiano, durante uma temporada de águas, após o nascimento do filho e a morte da sogra, a relação com Serguêi passou a ser fria e rotineira.
A diferença de idade do casal contribuiu para o conflito de objetivos. Enquanto Serguêi necessitava de tranquilidade, María buscava emoção.

Ao ser questionado sobre o relacionamento, Serguêi disse: “(...) será que alguém pode ficar descontente com alguma coisa, se é tão feliz como sou agora? É mais fácil ceder do que tentar dobrar os outros, estou convencido disso há muito tempo. Não existe situação em que não se possa ser feliz.”
O sentimento de Serguêi sobre felicidade foi modificado após o desgaste no relacionamento provocado pelo comportamento da mulher e contestou: “Todos nós, especialmente você mulheres, precisam viver todo o absurdo da vida, para podermos voltar à vida verdadeira.”

O autor mostra a dificuldade do relacionamento conjugal, o processo de tolerância nas relações, a insegurança nos relacionamentos entre pessoas com idades muito diferentes, a superficialidade das sociedades aristocráticas e, principalmente, o desinteresse provocado pelo tempo de relacionamento.

Leon Tolstói aborda o tema com sutileza e maestria, faz o leitor refletir sobre o que fez ou deixou por fazer para a manutenção de relacionamentos e mostra a vulnerabilidade das pessoas nas relacões conjugais.
Quando o leitor espera um final impactante, Tolstói nos remete a um simples e cotidiano ensinamento: “A partir daquele dia, terminou o meu romance com o meu marido. O antigo sentimento tornou-se uma recordação preciosa, mas impossível de renascer.”

O texto é impregnado de sentimento e desejo, feminino, de experimentar o que a vida oferece, enquanto o seu parceiro, pacientemente, observa o desenrolar dos acontecimentos, com o propósito de facilitar o seu aprendizado. Assim, María declara: “Havia em mim excesso de energia que não encontrava escoadouro (...).”

Informações sobre o autor Leon Tolstói é considerado um dos maiores escritores de todos os tempos. Ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e idéias batiam de frente com as igrejas e governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza. Foi um dos grandes da literatura russa do século XIX. Suas obras mais famosas são Guerra e Paz e Anna Karenina. Morreu aos 82 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, buscando viver uma vida simples. () 

Referência bibliográfica
Tostói, Leon, gráf.. 1828-1910
A felicidade conjugal, seguindo de, O diabo / Leon Tostói; traduçãoe prrefácio de Maria Aparecida Botelho Pereira Soares. - Porto Alegre, RS : L&PM, 2009.
122p. (L&PM Pocket; v.692)
Tradução de: CeMeÑHOe CHaCTbe (Semeynoye schast'ye); e (Dyavol) 
ISBN 978-85-254-1505-9
1. Conto russo. I. Soares, Maria Aparecida Botelho Pereira. II. Título. 

R

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Crônica de uma morte anunciada – Gabriel García Márquez

O extravagante Bayardo San Román decidiu procurar uma mulher para se casar em uma pequena cidade da Colômbia. Ao se deparar com a jovem Ângela Vicário lhe pediu em casamento e ofereceu o conforto da melhor casa da cidade.
Insegura, por não ser virgem, pensou em resistir à proposta, contudo foi persuadida a simular donzelice na noite de núpcias.
No dia do casamento, após as festividades que mobilizou inúmeros convidados, ela resolveu não fazer o que haviam orientado e teve, em troca, o imprevisto de ganhar uma surra do marido, além do dissabor de ser devolvida à família.

Interrogada pelos seus irmãos gêmeos, quem queriam saber quem a havia desvirginado, ela disse que tinha sido Santiago Nasar. Logo, não restou alternativa aos irmãos gêmeos, Pedro e Pablo Vicário, a não ser amolar as facas, que serviam para o abate dos porcos, e sair à caça de Santiago Nasar com o propósito de lavar a honra da família.

Os gêmeos, por onde passavam, anunciaram a todos com quem se encontravam a pretensão do ato criminoso, ao que parece, na esperança de que alguém os impedissem de concretizar o crime. Enquanto se preparavam para o massacre, encheram as panças de cachaça e mantiveram vigília até surgir a oportunidade para sangrar Santiago Nasar.

Apesar de alguns amigos tentarem avisar a Santiago sobre o intento dos irmãos Vicário a vítima não era localizada. A morte anunciada foi tão comentada na comunidade que o fato já era anunciado como concretizado, mesmo antes de acontecer.

O autor tenta desvendar a história com a esperança de confirmar se Santiago Nasar tinha sido o verdadeiro responsável pela desonra ou se a noiva, também vitima de preconceito social, o havia escolhido para esconder o verdadeiro amante.

O livro mantém um clima de suspense e induz o leitor a acreditar na possibilidade de mudar o veredicto sobre Santiago Nasar, por intermédio de ações da comunidade ou da manifestação do verdadeiro amante de Ângela.

Divertido pela forma que a história é contada, o texo submete autoridades políticas e religiosas a situações ridículas. Mostra conceitos e preconceitos arraigados em pequenas comunidades que induzem comportamentos ultrapassados, traiçoeiros e criminosos. Todos eles, de alguma forma, aceitos pelas famílias das vítimas, sejam as que induziram, referendaram, praticaram, ou retalharam Santiago Nasar como se fosse um porco inerte após o abate.

A honra lavada com sangue, perdurou durante as vidas de Bayardo San Román e de Ângela Vicário. O que tinha de bom para acontecer transformou-se em solidão, sofrimento e esperança. 

Informações sobre o autor – O escritor colombiano, Gabriel José García Márquez, apelido Gabo, nasceu em 1928 na aldeia de Aracataca, na Colômbia. Cedo abandonou a casa dos pais e trabalhou em diferentes empregos. Fez seus estudos em Barranquilla e chegou a iniciar o curso de direito em Bogotá, época em que publicou seu primeiro conto. Exerceu o jornalismo em Cartagema, Barranquilla e no El Esplendor, de Bogotá. Foi correspondente das Nações Unidas em Nova York. Recebeu Prêmio Nobel de literatura por sua obra que entre muitos outros livros inclui “Cem anos de Solidão”. () 

Referência bibliográfica
García Márquez, Gabriel, 1928 -
Crônica de uma morte anunciada / Gabriel García Márquez; tradução Remy Gorga, filho; 39ª ed. - Rio de Janeiro: Record, 2009.
157p.
Tradução de: Crónica de uma muerte anunciada
ISBN 978-85-01-01943-1
1. Crônicas colombianas. I. Gorga, Remy. 1933- II . Título.