quinta-feira, 9 de julho de 2009

As Veias Abertas da América Latina - Eduardo Galeano

O livro versa sobre a economia política da América Latina, com riqueza de detalhes históricos. Chama a atenção do leitor para fatos que influenciaram e continuam influenciando nos países latinoamericanos.

A obra multifacetada, permite, ao leitor, se embrenhar no que mais lhe convier.
Os interessados nas variadas ciências políticas e sociais podem se aprofundar nas pesquisas, tendo por base os documentos e citações.

Foi escrito com base em documentos que registram momentos importantes, e oferece aos desprovido de paixão política, oportunidade para analisar fatos importantes e tirar suas conclusões.

Os genocídios de populações e destruições de culturas indígenas praticadas por povos europeus na América Latina tiveram por objetivo: explorar as riquezas minerais; a fertilidade do solo; e a mão de obra abundante e barata.

A América Latina se tornou uma área estratégica para os Estados Unidos e para a Europa, como fornecedora de minerais e base para a produção de alimentos. Na região se produzia o que interessava à Europa e aos Estados Unidos, e interrompia a produção ao termino dos seus interesses.

As conveniências econômicas e políticas dos importadores mudavam a geografia agrícola do produto. Assim, aconteceu com a cana de açúcar, o cacau, o café, a seringa, e o algodão.

Após a Segunda Guerra Mundial, a Europa reduziu a sua influência na América Latina e cedeu espaço aos Estados Unidos que expandiu os seus interesses no continente.
Neste caso, a América do Norte fomentou, estimulou, apoiou e financiou movimentos políticos que concordaram com os seus interesses estratégicos, para tornar-se a maior economia do planeta.
Assim, vários regimes autoritários forma instalados, estimulados por países que se dizem guardiãs da democracia...

O modelo fundiário implantado na América Latina visou tão somente o baixo custo das explorações agrícolas para exportação.
O latifúndio, largamente estimulado pelos Estados Unidos como modelo fundiário, divergiu do implantado para ocupação dos seus territórios. Lá, Abraão Lincoln assegurou a cada família 65 hectares para estender as fronteiras. Promoveu a matança de índios, e a migração de estrangeiros.

Meio milhão de nordestinos brasileiros sucumbiu às epidemias, ao impaludismo, ou à tuberculose na época do auge da borracha, ao migrarem para a Amazônia.
Estima-se que oito milhões de vida foram ceifadas na exploração da prata que existia na rica montanha de Potosi, na Bolívia.
O autor cita crimes praticados contra índios que habitavam a Amazônia, para beneficiar empresas multinacionais na exploração de jazidas minerais.

O livro revela os motivos da renuncia de Jânio Quadros, do suicídio de Getúlio Vargas, o apoio americano a golpes militares no Brasil, na Argentina, no Chile, e em outros países latinoamericanos. Fala ainda sobre o genocídio praticado pelo Brasil, Argentina e Uruguai contra os povos paraguaios.

Informações sobre o autor - Eduardo Hughes Galeano, jornalista e escritor nascido em Montevidéu no Uruguai em 1940. Suas obras foram traduzidas em diversas línguas. Escreve histórias que contempla assuntos políticos e o cotidiano. Foi exilado político na Espanha e na Argentina. Sua obra de maior relevância política e social é "As Veias Abertas da América Latina". Escreveu dentre outros títulos “Casa de Las Américas”, “Memória do Fogo”.

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