domingo, 10 de maio de 2009

De frente para o sol – Irvin D. Yalom

O que nos leva a uma fonte inesgotável de idéias e a independência do pensamento é a boa saúde, e a riqueza intelectual. A perturbação causada pela interpretação que fazemos das coisas pode distorcer o fato, já que o mesmo tema é analisado e sentido de várias formas por diferentes pessoas.

Um olhar sem hesitação para a morte constitui a mensagem de Irvin D. Yalom, que sugere a necessidade de analisá-la com a mesma independência que temos para confrontar outros medos.
A negação da morte termina nos impondo uma cobrança elevada, e em conseqüência, vem o encolhimento da vida interior, o ofuscamento da visão, e o achatamento da racionalidade.
Logo, quanto mais se fracassa em viver mais medo se tem da morte.

O filósofo francês existencialista Jean Paul Satre disse que a última batida do seu coração estaria gravada na última página de seu trabalho e a morte estaria levando apenas um homem morto.
Enquanto Satre deixa bem claro o que pensava sobre a morte, o não menos respeitável filósofo grego Epícuro de Samos descreve que a preocupação com a morte não é consciente para a maioria das pessoas. Ela se apresenta por meio de manifestações disfarçadas, como, por exemplo, uma religiosidade excessiva, um acúmulo obsessivo de riquezas, e até mesmo sob a forma de propagação de realizações, e desejo cego de poder e honrarias. Em todos os casos há uma visão equivocada de imortalidade.

O livro apresenta análises psicológicas de pessoas que sofreram com problemas relacionados à morte de forma inconsciente, e tiveram oportunidades de aflorá-los com a ajuda profissional.
Apesar da conhecida posição religiosa do autor, o texto flui de forma leve, sem drama ou preconceito. Pelo contrário, todas as citações são extremamente responsáveis e éticas.

Informações sobre o autor – Irvin D. Yalom é um escritor americano, filho de imigrantes russos. Formou-se em psiquiatria na Universidade de Stanford. O seu primeiro romance foi “Quando Nietzsche Chorou”. Escreveu também “A Cura de Schopenhauer”, “Mentiras no divã” e “Os desafios da terapia”.

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