terça-feira, 22 de setembro de 2009

Budapeste – Chico Buarque de Holanda


A maior cidade da Hungria, Budapeste, situada nas margens do famoso rio Danúbio, é o resultado da fusão das antigas cidades de Buda e Peste.
Possivelmente, pela dualidade geográfica e da ocorrência de duas tentativas de fusão, o autor a escolheu como cenário para descrever uma história recheada de posições contraditórias.
Esgotado e sufocado no próprio talento José Costa, um escritor fantasma se depara com situações existenciais.
Radicado no Rio de Janeiro, ao se deslocar para um congresso de escritores anônimos, por força do acaso, termina conhecendo Kriska em Budapeste, e, o interesse subjetivo por ela o induziu a se familiariza com a difícil língua húngara.

A história é dolente porque os pesos impostos aos personagens entremeiam relacionamentos inimagináveis. As manobras impostas pelas relações culturais e relacionamentos amorosos definidas entre as cidades do Rio de Janeiro e Budapeste, servem para permear entendimentos divergentes e conflitantes, deixando a leitura densa e inconclusa.
Duas cidades, duas mulheres, dois livros, duas línguas e muitos outros dois, se contrapondo e impossibilitando a tomada de partido nos conflitos psicodélicos, pela obscuridade proposital do conhecimento.
O interesse pela escrita move o protagonista entre dois mundos, duas cidades e duas mulheres. Com Vanda, no Brasil, a expressão não era valorada enquanto com Kriska, na Humgria, a palavra era exaltada.
Assim, o livro atrai pela forma e curiosidade despertada pelos padrões da vida.
No mais, José Costa e Zsoze Kósta são as mesmas pessoas em constantes conflitos existenciais.

Informações sobre o autor - Francisco Buarque de Holanda nasceu no Rio de Janeiro, em 1944. Cantor e compositor, publicou as peças Roda Viva (1968), Calabar (1973), Gota d´água (1975), e Ópera do Malandro (1979); a novela Fazenda modelo (1974) e os romances Estovo (1991) e Benjamim (1995).

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